quarta-feira, 30 de maio de 2012

Uma árvore na multidão

Hoje andando pela cidade observei uma cena curiosa. Quando eu digo cena na verdade estou dizendo um "quadro". Tipo... quadro mesmo, com uma paisagem, que se prega na parede.

Agora imagine que o quadro são meus olhos, na verdade o quadro é o que eu vejo. E o que eu vi? Uma árvore na multidão. 

Multidão? De pessoas? Não. De prédios.

Em meio a fina garoa que caia enquanto eu andava, vi que no meio de um conglomerado de prédios tinha uma árvore, isolada, calma e serena no meio das pilhas de concreto.

Então pensei: Como pode, algo tão simples estar conseguindo dividir espaço no meio de algo tão complexo e cinzento? O engraçado é que parecia que a árvore era a única coisa colorida na paisagem. Todos os prédios em volta eram ser cor, esfumaçantes, sem brilho, mas a simples árvore, verde, protuberante, cintilante, linda.

Confesso que me emocionei de ver como algo tão simples pode ser bonito e se destacar no meio de uma imensidão de gigantes de tijolos e metal retorcido. Como uma pequena árvore, em relação a sua volta, pode ensinar tanta coisa sem nem falar ou se mexer. É tão bom podermos ver que se nós pudermos ser como essa singela árvore, poderemos ser realmente diferentes no meio de tanta coisa igual, que parece nos engolir. Como é bom saber que a natureza, pura e inviolada em conceitos, pode ser tão... magistral.

Ainda outros dias que eu andar, ela estará lá para me lembrar, que algo ou alguém pode sim ser diferente e marcar a paisagem e a vida do que está ao seu redor.

Parabéns querida árvore, por me mostrar isso... na multidão.


By: Steve  

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