Agora imagine que o quadro são meus olhos, na verdade o quadro é o que eu vejo. E o que eu vi? Uma árvore na multidão.
Multidão? De pessoas? Não. De prédios.
Em meio a fina garoa que caia enquanto eu andava, vi que no meio de um conglomerado de prédios tinha uma árvore, isolada, calma e serena no meio das pilhas de concreto.
Então pensei: Como pode, algo tão simples estar conseguindo dividir espaço no meio de algo tão complexo e cinzento? O engraçado é que parecia que a árvore era a única coisa colorida na paisagem. Todos os prédios em volta eram ser cor, esfumaçantes, sem brilho, mas a simples árvore, verde, protuberante, cintilante, linda.
Confesso que me emocionei de ver como algo tão simples pode ser bonito e se destacar no meio de uma imensidão de gigantes de tijolos e metal retorcido. Como uma pequena árvore, em relação a sua volta, pode ensinar tanta coisa sem nem falar ou se mexer. É tão bom podermos ver que se nós pudermos ser como essa singela árvore, poderemos ser realmente diferentes no meio de tanta coisa igual, que parece nos engolir. Como é bom saber que a natureza, pura e inviolada em conceitos, pode ser tão... magistral.
Ainda outros dias que eu andar, ela estará lá para me lembrar, que algo ou alguém pode sim ser diferente e marcar a paisagem e a vida do que está ao seu redor.
Parabéns querida árvore, por me mostrar isso... na multidão.
By: Steve
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