segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O nosso tempo no tempo errado



Sabe aquela impressão que você conheceu alguém na época errada?
Sabe quando você acha que aquele não era o momento certo dela aparecer?
Aí algo de errado acontece e você tem a certeza.
As vezes você insiste em querer que dê certo.
Tenta mudar o fato do destino ter feito um mal trabalho e busca compensar com algum conserto, não dá certo.
Já conheceu, já se ligou, o tempo calculou errado e assim ficou.
O pior é que você percebe que vai dar errado, que aquilo não vai vingar.
Sabe que o destino juntou errado mas mesmo assim tenta continuar.
Ô tempo traiçoeiro, cheio dos teus brinquedos sem graça.
Agora é ter que esperar o ponteiro do relógio passar até tudo isso acabar.
Aí você volta pro começo da fila pra tudo ter que recomeçar, com outro alguém, a seu tempo.
Enquanto isso fica esse vira e mexe contínuo no tempo e espaço.
De mãos e braços cruzados onde o juntos agora são separados.
Que termine, que finde, que viva bem.
De tempo em tempo vou contando em talhos o que me passa bem.
Vou deformando o espaço para ver se embaraço esse navio sem ninguém.
Mas é nosso, foi nosso, eu respeito. Me conformar eu devo, passou.
Em outro tempo certo teria dado,
Mas fazer o que e o nosso tempo veio no tempo errado.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A minha paz é sagrada

Nada vale mais do que ter paz.
Nada vale mais do que você não ter problemas para lhe tirar do sério.
Nada vale mais do que você não ter alguém te tirando a paciência.
Nada vale mais do que você acordar e saber que você está bem.
Nada vale mais do que você se afastar do que te faz mal.
Nada vale mais do que você curar suas feridas.
Nada vale mais do que você viver bem.
Nada vale mais do que você estar sempre feliz.
A minha paz é sagrada e ninguém tira isso.
Nada que tire minha paz vale a pena.
Só o que me importa é ter paz, estar em paz e me rodear de quem me traz paz.
Queira isso você também, tudo na vida é questão de escala, mas a minha paz... ah, essa é sagrada.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Na trave



O jogador quando está perto do gol e chuta, sabe quando o chute saiu certo. Também há aquela porcentagem da probabilidade e torcida de que vai acertar dentro do gol, porém, as vezes isso não acontece. 
No amor às vezes é assim. Você parece que "chutou" certo e que vai marcar... me entenda bem, estou falando quando você acha que achou a pessoa certa, marcou o gol; o problema é quando isso não é assim. 
O que as vezes lamento é que a bola poderia ter entrado, o amor poderia ter dado certo, mas, não deu. Foi na trave... sabe? Sabe quando você olha a bola tentando controlar a curva pra fazer ela entrar no gol? Mesmo se você não for familiarizado com isso dá pra imaginar. Pois é, é triste quando bate na trave, um "quase lá", um "poderia ter sido". 

Mas é a vida.

O que consola é que podemos ter mais uma chance de acertarmos. Mas uma tentativa de chutarmos e convertermos o placar. Claro, no amor as coisas não são "jogáveis" como numa partida de futebol, mas talvez essas traves parem de atrapalhar e deixem os amores fluírem e viverem. 

Melhor calibrar o pé.    

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Nunca mais vou te ver

Ê sensação incômoda, constrangedora, difícil, esmagadora,
Pensar numa situação que não queria nunca mas que aconteceu.
A conformidade das situações está tornando as emoções num banco de galeria.
Pendurada numa música sem nenhum tipo de histeria, pois
Nunca mais vou te ver.
O tempo passou, a vida mudou, o vento assentou e tudo mudou.
Mudou meu jeito, mudou o seu jeito, mudaram as passagens, os verões, as pisadas.
Vou ter que me acostumar a não te ver mais passando em derradeiro.
Você vai ter que se adaptar a não ver minha sombra pairando seu céu.
Nunca mais vou te ver.
Não seja o destino tão cruel a ponto de nos lembrar toda noite no travesseiro,
Que este meu medo sempre vai me perseguir,
Pois de saber que você não está mais aqui é puro desespero,
As vezes perco o respeito e xingo o ar,
Numa vontade ímpar de voltar, consertar e reimaginar.
Mas não tem volta, você não me verá e nunca mais vou te ver.
Mas nem notícias suas quero mais saber, segui a linha do trem,
Para outro caminho que você não vem, siga em paz, se puder.
Farei o que vier a me acometer. Ser o melhor de mim sem você.
Mas estou conformado, estou confortável, pois nunca mais vou te ver.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A curva da vida

Não sabemos em que curva da vida vamos encontrar alguém especial. De repente fazemos a conversão e estamos lá, frente a frente com quem vai mudar nossa perspectiva de vida. Cada escolha nossa nos leva a um lugar diferente e, dessas escolhas, nascem novas curvas.

Talvez numa dessas curvas da vida a gente se encontre e sente pra conversar. Tomar um café, quem sabe, não é pedir muito, é? Pra falar a verdade as vezes sinto medo de fazer essas curvas. Esse tal de futuro é bem incerto e cada vez menos concreto de se imaginar. Fico receoso se estou fazendo a coisa certa ou se te conhecer vai me fazer melhor. Espero que sim. Não quero andar tanto te procurando para no fim saber que fiz a curva no lugar errado. Não é esse o resto da vida que quero pra mim.



Mas, quem sabe em alguma curva da vida você esteja lá e seja realmente quem penso que você é. Aquilo que eu precisava para me completar, complementar e concluir o eterno quebra-cabeça. Penso muito nessas curvas e em onde elas podem me levar. Penso mais no que eu quero e se será isso mesmo que quero encontrar. Mas, estará lá, eu sei, uma hora, numa curva eu vou te encontrar e não terá volta. Nessa vida meio torta a gente se perde um pouco, fica meio tonto, perdido, por vezes confundido, mas é normal. Talvez depois de você eu não precise fazer tanta curva, só precise deixar o caminho me levar, pois estar com você ao meu lado será muito melhor que meu caminho sozinho andar.

Espero que seja assim, tenho fé que será. Que você em suas curvas um dia possa parar e também me esperar; e no dia em que eu a curva virar vou te ver, você a mim e eu a ti e vamos nas outras tantas curvas da vida bailar.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Não vou desistir

Aquela missão inacabada. Aquele desfecho inalterado. Aquele final mal terminado. Ainda não acabou.
Ainda não desisti de te ver bem, não desistir de saber como você está. Ainda que raiva sinta no seu olhar, não tem como me fazer parar. Não dá.
Não vou desistir de orar todos os dias por você, de te cuidar nas minhas preces silenciosas para Deus.
Talvez você queima se acabar, virar de avesso, mas eu não vou deixar. Não vou desistir.
Comigo ninguém fica pra trás, nenhum soldado morre. Não há essa chance. Não.
Não dá pra simplesmente jogar a toalha e dizer: - Acabou. É muita covardia deixar o de ruim acontecer com quem você já gostou. Não é justo.
Todo ser humano precisa de ajuda, mesmo que aparente ser um Superman ou Mulher Maravilha, mas por dentro, quebrado, quebrada, não há forças para juntar os cacos, e não dá para simplesmente deixá-lo(a) morrer.
Não vou desistir de você.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cúmplices

Nada mais bonito que um casal de cúmplices.

Sim, aqueles dois que um dia se conheceram e descobriram que eram a dupla perfeita.
É, a bagunça está armada. Quando esse casal se junta é um furdunço só.
Um ajuda o outro, ri do outro, tira onda com a cara do outro e se completam.
Um não é completo sem o outro, as noites não são iguais quando estão sozinhos.
Precisam se falar todos os dias, perguntar como estão, falar de besteiras, sonhos, desejos, ideias, etc.
Uma combinação tão grande que nem tem tanto espaço pra brigas. Aliás, quase toda briga é bem infantil.
Não, mas um casal de cúmplices dificilmente é infantil, mas sim, vê nas coisas divertidas da vida um modo de serem mais felizes juntos do que eram quando estavam solteiros. É, bem melhor.

É tão bom ver um casal que gosta das mesmas coisas, compartilham dos mesmos pensamentos, dos mesmos propósitos. As vezes até se negando em favor do outro; afinal "a minha felicidade é ver o outro feliz". Que não passe só de palavras.

Aquele sorrisinho maroto, dengoso, sutil e enigmático.
Aquelas palavras gentis e graves que derretem qualquer manteiga.
Aquelas pequenas coisas, aqueles detalhes que só os dois entendem.
Aquelas coisas mínimas que fazem toda a diferença, só existe na vida de um casal cúmplice.
E esse não é aquele que só sobrevive com a conta cheia de grana, ou com dois carros na garagem e um prédio com vista privilegiada.
Um casal cúmplice é bem parecido com aqueles à moda antiga. Que mesmo sem quase nada, se juntavam pelo puro amor, pela pura vontade de estar perto um do outro e assim construírem sua vida.
É nessas horas que aquele "eu te amo" é provado. É aí que a sinceridade é testada. Mas um casal cúmplice passa e com louvores.

Espero que possamos ser assim, cúmplices, culpados, inocentes, mas juntos. Sempre juntos, em prol de um bem maior.

O nosso amor.