Para entender bem esse texto, é necessário também ficar atento as palavras-chave entre "aspas".
De uns anos pra cá, a palavra "ciúme" tem sido sinônimo de agressão, doença, injustiça, etc. Mas qual a base para isso? Claro, o fator psicológico de pessoas desequilibradas que "exageram" nos sentimentos e transformam essa palavra num amálgama de ações não coerentes com o que a palavra em si significa. Faz com que todos os pormenores que acontecem em decorrência de atos passionais sejam unidos para uma única definição: Quem é ciumento, é doente.
Com todo respeito, mas discordo veementemente. Isso não é só porque estou no meu direito de discordar, ou porque sou livre para expressar a minha opinião, mas porque quem entende, pelo menos um pouco, a definição de "bom senso" sabe que o ciúme não é por si só ruim.
Assim como o medo é uma defesa do corpo para deixá-lo em alerta contra um possível perigo, o ciúme tem a mesma função, só que em relação ao sentimento. O que muitos, ou muitas, alegam é que o ciúme "É" um ato de possessão. Também discordo, justamente porque o fim do ser humano é tentar encontrar o equilíbrio nas áreas de sua vida; e definir, baseado em achismos ou em experiências pessoais, que uma coisa simplesmente é, não faz sentido, inclusive cientificamente.
O ciúme, quando bem usado, serve para prevenir, alertar, dar um toque ao companheiro de alguma coisa possivelmente não está muito bem; isso por que, um casal não possui o mesmo pensamento, nem os mesmos costumes, nem as mesmas opiniões, mas, "devem" entrar em consonância em seus atos, porque afinal, a função de um é agradar o outro, ou então isso não se chama companheirismo ou cumplicidade.
Chamar alguém que tem ciúmes de doente é uma amostra de completa falta de informação do que significa o ciúme, do que ele pode representar e também das atitudes que ele pode incorrer. Ter ciúmes é uma função natural do ser humano, não exatamente porque alguém se sente ameaçado, mas porque quer ver seu parceiro(a) mais seguro, pois, nem sempre o que um vê o outro vê.
Os atos extremos do ciúme, decorre-se do viés de comportamento ou problema psicológico que o indivíduo se deixa dominar. Querer possuir demais está errado, ninguém é dono de ninguém, e partindo do ponto de vista cristão, isso (com suas preponderâncias) só ocorre após o casamento. Todos tem o direito de se sentirem magoados, feridos, afinal , o sentimento é uma camada fina que se rachada ou trincada causa dor, muita dor; porém, nem por isso deve-se partir para conclusões até mesmo trágicas para um, ou outro, ou ambos. Isso sim, é doença.
O ciúme normal, é aquele que você teve quando era criança e tinha seu brinquedo favorito e não queria que ninguém mexesse; é aquela raiva do amigo(a) que brinca mais com outro(a) do que com você; é aquele(a) paquera que você vê junto de outro(a); é aquele extinto protetor quando você tem seu namorado(a)... isso é doença? A resposta é: não. E mesmo que você tente refutar essa teoria, primeiro peço que conte até 10 e use o bom senso, mais eu sei que recriminar é bem mais fácil não é?
Não vou entrar no mérito de situações que ocasionalmente desencadeiam uma atitude de ciúmes, mas você já deve ter passado por isso, ou então, vai passar. O meu conselho é: Pense na situação antes de tirar alguma conclusão com ela. Principalmente terceiros que comumente entram no meio dessas situações principalmente dando sua opinião a respeito, influenciando, e claro, defendendo o seu "mais chegado". Nem sempre isso é certo de se fazer.
Portanto, pense, reflita, analise o que é ciúme, os níveis dele e quando você teve, porque quem diz que não tem ciúme de nada, primeiro mente, segundo, vai provar do próprio remédio.
Pensar não custa nada, e faz bem pra sua vida.
By: Steve