Esse não é um discurso sobre o que é liberdade ou o que representa. É um discurso do que praticamente (ou seja, na prática) é a liberdade.
Liberdade não é o simples fato de você ser livre, poder de ir e vir aonde e com quem quiser sem ser censurado por isso (Constituição de Art. 5º/88). Liberdade é algo que vai além, que literalmente passar os limites, isso sim, é liberdade.
Para muitos, quase todos, isso é uma questão relativa, ou seja, depende de quem vê e sua opinião sobre. Eu descordo. A liberdade é uma abertura de intimidade, seja em qualquer esfera que dá a outrem a chance de fazer alguma coisa a mais do que um outro faria. Há vários tipos de liberdade, uns incomodam mais, outros menos.
O exagero nesse tipo de atitude, que é estritamente comportamental, parte de um pressuposto extremamente crucial para todo ser humano, o caráter. Na liberdade, pessoas tendem a tirar suas conclusões sobre determinadas atitudes, interpretam não como ela é, mas como gostaria que fosse, e então tentam ultrapassar um limite que nem se quer há uma autorização para tal.
A questão do caráter torna a aceitação disso viável ou não. A educação familiar também influencia, mas isso é o mínimo dos mínimos. Uma pessoa ser acostumada a dar ou ter liberdade não torna esse comportamento certo ou aceitável simplesmente porque ela é assim. Há uma ruptura do que é respeito (aceitar a diferença) e o certo (o que é digno do bom senso, da conveniência).
A conveniência é um fator muito importante em relação ao nível de liberdade que um tem com outro, ou outros. O bom senso é uma virtude que poucos tem.
Há aqueles que acham que tem liberdade para fazer o que quiser e todo mundo tem que gostar ou deveria. Desses é bom manter distância, pois, em relação a caráter, esses são conhecidos como "sonsos".
Há aqueles que simplesmente usam de artimanhas para tentar ter certos tipos de liberdade. Ou se usa da amizade, ou do conhecimento ou de outra e qualquer "arma" que possa facilitar sua atividade em relação ao seu objetivo final. Esses, eu não me atrevo a rotular (seria impróprio).
Há aqueles que interpretam erroneamente as atitudes de outras pessoas e pensam que por isso eles tem uma "chance" de ter liberdade ou tentar algo a mais. Isso acontece muito na hora de paquerar. Muitas vezes não dá certo.
Há também o outro lado da moeda, são aqueles que dão liberdade, esses também influi o tipo de caráter.
É curioso porque todos pensam estar certos. São seguros de sim e pensam estar sempre no controle da situação. Mas pela realidade do mundo, parece que a coisa não é bem assim.
Os mais tradicionais, tem em todo lugar, são iguais e tem alguns que até tentam se rotular de diferentes, mas fazendo as mesmas coisas, esses são aqueles que simplesmente não vêem nada demais nas liberdades, simplesmente aceitam e não vêem mal nisso, mesmo que seja. Esses, seu ego ou uma auto confiança exagerada faz com que ele se sinta a par de tudo que acontece, ou simplesmente ignore algo que para alguns mais pensantes, ou até mesmo pelo bom senso, não seria viável. Geralmente esses a própria vida trata de ensinar.
Há aqueles que dão liberdade parcelado, um pouco aqui, mais um pouco ali e assim até ele tentar ver se chega num limite que ele ainda suporte, até que se entrega. Esses não são muitos, tem medo do perigo, mas uma hora a curiosidade chega a cabeça, pode ser em qualquer área.
Há também aqueles que observam para ver se vale a pena dar a liberdade. Geralmente cedem.
Também há aqueles que não dão liberdade. Esses, taxados de radicais, de que não aproveitam ou coisas desse tipo, ainda existem. Pouquíssimos, mas existem. Geralmente não são bem vistos por aclamarem as atitudes ou certos comportamentos não caracterizados pelo bom senso ou mesmo pelo caráter. Isso quer dizer que eles são bom caráter? Pode ser. Para ter um bom caráter deve-se policiar em suas atitudes e estar ciente das consequências das mesmas. Caráter é a parte principal do ser humano, é o que o define; que o limita entre bom e ruim, entre o acessível e o recluso. À liberdade, sendo relativa, para alguns, deixaria uma margem de simplesmente aceitação e conformação. O jeito é aceitar? O jeito é se conformar? Bom, isso vai de cada um. Mas o principal é cada um pensar no que seria o certo, e tentar fazer isso, usando o bom senso e a conveniência.
Cada um sabe o que fez, o que faz e o que fará e o que deixou de fazer. Com arrependimento ou não, isso vai da consciência de cada um a respeito de suas atitudes, porém um aviso: Suas atitudes afetam e atingem outros; não pense que por seu orgulho ou coisa parecida outros não irão sentir as consequência, portanto, pense bem no que faz, para depois não lamentar.
By: Steve
Nenhum comentário:
Postar um comentário