sexta-feira, 30 de março de 2012

Inception // A Origem

Em uma conversa legal pelo facebook com meu professor de Estratégia e Teoria de Jogos, pude perceber uma coisa que ainda não tinha visto nesse, que pra mim, foi o melhor filme de 2010, o fator: Família.

Em meio a todos os efeitos especiais, as técnicas cognitivas e teorias da mente, A Origem (erroneamente traduzido) fala de algo mais profundo e importante do que simplesmente a visualização de um entretenimento ou a descoberta dos enigmas, que por sinal são muitos.

No filme inteiro, o alvo final para toda aquela parafernália visual é "recuperar a família" ou mesmo "até onde a família é real ou imaginária". Nesse tratado, pensar que a família merece um esforço muitas vezes arriscado para poder recuperá-la é uma ideia que paira a mente de quem assiste mas não percebe.

Cobb, personagem do Leonardo Di Caprio, se vê sempre em dilemas e guerra psicológica sem fim onde há dois desafios: Primeiro, ter que recuperar seus filhos, afastados dele por ele ter sido alvo da suspeita da morte da mulher; e segundo, esquecer sua mulher, lembrança de uma esposa adorável porém problemática em seu pensamento.

Esse desafio inconstante nos leva a pensar que memórias do passado podem sim provocar consequências no presente e ainda mais, nos travar a conseguir coisas melhores no futuro. Como o filme trata de sonhos, o sonho do Cobb era recuperar seus filhos e para isso deveria destruir o sonho que fez com sua falecida mulher.

O que devemos tirar de lição então?

Que temos que ter em nossos sonhos a família; que o passado pode interferir nisso; que devemos lutar pela nossa família e que no final, tudo acaba bem.

Final feliz né?

A última cena do filme mostra o contrário?

Só vendo pra saber.



By: Steve

quarta-feira, 28 de março de 2012

Paciência

É uma inconstante.

Paciência é relativa e depende da situação ou do tipo.

Paciência todos querem ter, todos pedem, mas na hora todo mundo esquece dela.

Paciência é uma exigência para alguns. Mas nem todos sabem como usar, inclusive eu.

Há situações que merecem paciência, outras não. Tudo na vida tem limite, inclusive a paciência.

As vezes ela é um mal. Por que? Porque ter paciência demais só prolonga algo ruim, principalmente quando não conseguimos enxergar. É algo bom? Claro, quando vale a pena.

Na hora que acontece, ninguém pensa qual é a melhor hora de usar. E ainda exigem dos outros.

Alguns são insensíveis para com a paciência, ou seja, não conseguem entender porque alguém não teve paciência em determinada hora, lembrando que essa hora é suficientemente conveniente para ela. Outros tem absoluto controle sobre a paciência e sabe usar na hora certa.

Portanto, paciência é uma questão de bom senso e de boa empregabilidade. Sem o viés de desvios de colocação, a paciência é a mais virtuosa dos sentimentos, pois prova outros sentimentos e valores.

By: Steve

segunda-feira, 26 de março de 2012

Por que as nuvens nos fazem pensar?

Uma coisa curiosa que eu quero desvendar:
Por que as nuvens nos fazem pensar?

É estranho como pingos caem do céu
E fazem nosso cérebro querer virar mel
De tanto que ela impulsiona a pensar
Nas coisas da vida, do sol, do luar

Não sei como ela faz, não sei explicar
Como nuvens de chuva nos fazem pensar
Em coisas tão simples e irreversíveis
De vinte, trinta, trinta e cinco níveis

Como posso eu não admirar
Como as nuvens por um tempo fazem o tempo parar
De fazer acontecer as coisas em mim
De uma vida de pensamentos... enfim

Um dia ainda descubro essa magia
De nuvens de água fazerem energia
De um corpo que quer sempre repousar
Mas em vez disso...

As nuvens fazem pensar.


By: Steve

quarta-feira, 14 de março de 2012

Caminhos do Coração...

Por onde vão os caminhos do coração?

Vão pelo arriscar?
Pelo pensar?
Pelo agir?
Pelo negar?

O caminho mais obscuro e mais estreito é o mais fácil e correto?

Por onde vão os caminhos do coração?

Vão pela dor?
Pelo amor?
Pelo começar?
Pelo terminar?

Para onde vão tantos caminhos?
Em qual deles vai meu destino?

Não sei em que lugar o meu caminho vai parar
Mas sei que quando algo terminar
Termina por recomeçar
Em outro caminho

E mesmo que dolorido seja para o coração
Ver seu caminho se fechar para a emoção
Em um sinal de que de repente, algo vai acontecer
E que quando isso ocorrer

Eu estarei lá

Caminhando
Trilhando

Os caminhos do coração.

By: Steve

terça-feira, 13 de março de 2012

A dúvida corrói

A dúvida corrói o coração.

Isso é um fato. E apesar de muitos levarem a dúvida somente como um ponto cego de uma escolha supérflua, a escolha é o objeto principal em que a dúvida se apoia.

A busca da resposta sobre a dúvida, isso em qualquer área, faz aguçar a curiosidade. A curiosidade faz com que surjam mais perguntas. E, cuidado! Muitas das respostas encontradas contém vieses que podem levar a um mau julgamento e consequentemente a uma má resposta.

Destarte, deixar-se corroer pela dúvida faz com que a rotina se torne uma tortura. A dúvida faz com que se precipite uma escolha ou então viva-se numa espiral infinita de perguntas e perguntas.

A dúvida corrói, isso é um fato, porém não podemos nos dar ao luxo de nos deixar ser dominados por ela e para ela fazermos tudo.

A dúvida é: Uma questão não resolvida que será solucionada com a resposta/escolha certa.

Então o que fazer?

Desculpe! Minha mente está programada para determinadas perguntas certas.

Se para se solucionar uma dúvida precisa-se da resposta certa, então: Qual a resposta certa?

Essa meu amigo, é a pergunta certa.



By: Steve

segunda-feira, 12 de março de 2012

Crônicas da Oração: Uma Nova Direção

Quando estamos sem saber o que fazer, quando nossas decisões não surtem o efeito esperado ou quando até uma benção de Deus já não se torna suficiente, o que fazemos? Pedimos a Deus uma Nova Direção.

Então você pergunta: Mas se mesmo Deus deu a benção, porque não gostar? Como não gostar?

Esse dilema vivo esses dias. Deus fez uma milagre extraordinário. Mas... e depois...

Desencantei? Não. Não acho que seja isso, mas, acho que Deus deu o primeiro passo para mim, e o resto tenho que seguir adiante.

Mas, como ser humano, a angústia vem, as perguntas, as dúvidas, e então ficamos sem respostas.

O silêncio de Deus é ensurdecedor.

Mas leio em sua palavra que "... a oração do justo pode muito em seus efeitos". E que "um coração quebrantado e contrito, o Senhor não o despreza". Então, confiar em Deus é o melhor método para se obter respostas e conseguir vitórias.

Um certo pastor comentou numa mensagem: "Não deixe Deus fora dos seus planos". Mas eu ainda acrescento: "Não deixe os planos de Deus fora dos seus". (Provérbios 16-1)

Nada disso é uma fórmula de conseguir bençãos. Mas é a maneira de consagrando-nos a Deus, Ele pelas multidões de suas misericórdias, nos dar graça e vitória. (Salmos 51-1)

Eu ainda estou na busca e na execução dessa nova direção, e orando, confio em Deus que verei o que Ele fará. (Salmo 52-9)

(Salmo 59-10a)

(1 parte das Cronicas da Oração)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Qual o mal de pensar demais?

Antes eu pensava que pensar era uma coisa boa...

Mas de uns tempos pra cá venho me enganando com certas coisas que me aparecem, por eu pensar.

Não sei se penso demais, mas é que pensar faz refletir nas coisas que uma forma mais, pura.

Pura? Pergunta você. Sim, pura, por que pensar denota a realidade e não a uma esperança fantasiada pela emoção, a emoção engana o coração.

Ok, não querendo ser sutilmente FRIO para dizer isso, mas ironicamente, é a realidade.

A conclusão que chego é que pensar é bom, mas pensar demais não é.

Pensar demais faz você criar e produzir históricos que possam não acontecer; de todo jeito vira uma fantasia, e fantasiar é não estar na realidade.

Então...

Pensar tem que ser guiado pelas crenças, pelos gostos, pelos que você quer e um pouco (bem pouco) pelo que você espera.

Assim pode-se pensar no que chamam: "O melhor pra você" e mesmo assim ficar bem com tudo.

É o que eu penso...

By: Steve

sexta-feira, 2 de março de 2012

O mundo que eu vejo

É diferente, é sensível, é chato é visível
É danoso, é viscoso, é trancoso e rancoroso

O mundo que eu vejo é:

Difícil, desprezível, conversível e temível
É muito grato, convidado, concordado e achado

O mundo é torto, triste, fosco e pastoso
Bricalhão, grandão, sem nada na mão

Nada de pipoca, fofoca, lorota e amêndoas
Com todas as flores, tambores, linhas e pingentes

O mundo que eu vejo é assim

Confuso, profundo, noturno, absoluto
Tremendo, mexendo, temendo e comendo

O mundo é assim...






By: Steve