Nada mais bonito que um casal de cúmplices.
Sim, aqueles dois que um dia se conheceram e descobriram que eram a dupla perfeita.
É, a bagunça está armada. Quando esse casal se junta é um furdunço só.
Um ajuda o outro, ri do outro, tira onda com a cara do outro e se completam.
Um não é completo sem o outro, as noites não são iguais quando estão sozinhos.
Precisam se falar todos os dias, perguntar como estão, falar de besteiras, sonhos, desejos, ideias, etc.
Uma combinação tão grande que nem tem tanto espaço pra brigas. Aliás, quase toda briga é bem infantil.
Não, mas um casal de cúmplices dificilmente é infantil, mas sim, vê nas coisas divertidas da vida um modo de serem mais felizes juntos do que eram quando estavam solteiros. É, bem melhor.
É tão bom ver um casal que gosta das mesmas coisas, compartilham dos mesmos pensamentos, dos mesmos propósitos. As vezes até se negando em favor do outro; afinal "a minha felicidade é ver o outro feliz". Que não passe só de palavras.
Aquele sorrisinho maroto, dengoso, sutil e enigmático.
Aquelas palavras gentis e graves que derretem qualquer manteiga.
Aquelas pequenas coisas, aqueles detalhes que só os dois entendem.
Aquelas coisas mínimas que fazem toda a diferença, só existe na vida de um casal cúmplice.
E esse não é aquele que só sobrevive com a conta cheia de grana, ou com dois carros na garagem e um prédio com vista privilegiada.
Um casal cúmplice é bem parecido com aqueles à moda antiga. Que mesmo sem quase nada, se juntavam pelo puro amor, pela pura vontade de estar perto um do outro e assim construírem sua vida.
É nessas horas que aquele "eu te amo" é provado. É aí que a sinceridade é testada. Mas um casal cúmplice passa e com louvores.
Espero que possamos ser assim, cúmplices, culpados, inocentes, mas juntos. Sempre juntos, em prol de um bem maior.
O nosso amor.
