- Eu ainda lembro do seu sorriso. Disse ele apreensivo.
- Sério? Lembra?
- Lembro sim. Lembro como um vento forte que bate no rosto.
- Meu sorriso não é tão bonito assim.
- Pra mim é. Bom, é uma lembrança.
- Parece ser uma lembrança boa. Disse ela querendo esboçar um sorriso.
- É, acho que é isso.
- Não tem mais nada pra me dizer?
- Teria, se seu sorriso deixasse de ser só algo na memória.
- Quer que ele seja real?
- Não sei se quero, só sei que vejo na mente, mas queria ver nos olhos.
Ela sorriu.
- Você me deixa sem jeito. Disse ela com o coração palpitando.
- Desculpe, não é a minha intenção. Mas ver seu sorriso é inebriante.
- Ah... pára. Disse ela olhando para o lado, enquanto ajeitava uma mexa de cabelo no rosto.
- Tudo bem. Contanto que continue sorrindo.
Ela riu novamente.
- Você é um bobo, sabia?
- Sabia.
- Que bom que sabe. Acho que os bobos me deixam boba também.
- Isso eu não sabia.
Ela riu mais uma vez e agora olhando para ele.
- Você pode ter esse sorriso sempre...
- Posso? Como?
E beijaram-se.