segunda-feira, 16 de junho de 2014

Simulação V (Final - Parte I)

O agente Pack entra numa sala, com dois doutores com sondas.

- Essa é a sala de interrogatório? Diz o agente Pack.
- Sim, sente nesta poltrona, e tente relaxar o máximo possível. Disse um dos doutores.
- O que vão fazer? Me dar soro da verdade? Eu vou contar tudo o que está acontecendo.
- Não se preocupe, é só um soro e eletrodos para monitorar sua pulsação para que enquanto você estiver falando não tenha nenhuma reação.
- Reação? A que?
- Ao acesso às memórias, você pode ainda não estar cem por cento depois que voltou.
- Voltei? 

...


- Soldado, apenas sente e relaxe, e nos conte tudo o que lembra.
- Ok, melhor vocês se sentarem também. E prestem a atenção, vou tentar detalhar o máximo que puder.

Como vocês já sabem, eu sou o agente John Pack, 32 anos, solteiro, chefe do DPE (Departamento de Pesquisas Extraordinárias) que monitora os fenômenos científicos inexplicáveis. A agente Juliana Corben foi designada pelo Governo para investigar estranhos eventos que aconteceram na cidade de Boston, no ano de 2054, ou seja, a 10 anos atrás. Ou seja, a primeira coisa que vocês tem quem saber é que eu sou do passado.

Todos se olham na sala.

Nesses fenômenos, descobrimos que estavam de alguma forma interligados por máquinas construídas pelo Dr. Bishop, que criou uma cadeia de interconexão para-universal chamado Simulação Ômega. Essas máquinas de simulação eram numeradas por números romanos, de um a oito. Elas estavam escondidas no subsolo em laboratórios de uma vasta região despovoada ou que contininha pouca população. Em cada   laboratório existia uma máquina dessas, e que, por curiosidade, eu decidi estudá-las enquanto investigávamos. 

Continue...

Ao entrarmos em um dos laboratórios, fomos surpreendidos por um robô que estava de guarda e preparado para matar qualquer um que tentasse entrar de fato no laboratório. Todos nós, eu, a agente Corben e mais alguns soldados, quase morremos enfrentando esse espécime, provavelmente deixado pelo Dr. Bishop. 

Ao derrotá-lo, num determinado momento, decidi entrar na máquina para vê-la por dentro. A agente Corben foi contra minha decisão, mas mesmo assim eu entrei pois estava com o manual com equações matemáticas ultra complexas e que fazia parte de um tipo de esquema de simulação de realidade. Um dos soldados conseguiu ligar a máquina, e para a minha surpresa, o senhor, comandante Trevor, se comunicou comigo pelo fone de transmissão e disse que estava pronto para começar o projeto Ômega. Me ensinou a ligar a máquina e depois de um processo que se quer sei explicar, estou aqui, em 2064, dentro de uma sala, cheia de doutores e soldados, numa poltrona macia dizendo a vocês que onde estou seria uma simulação da realidade, mas na verdade foi melhor do que isso, eu vim parar no futuro. 

Os doutores ficam impressionados com tamanha explicação.

- Senhor, isso é simplesmente incrível! Disse um dos doutores.
- Você estava em 2054 soldado?
- Sim, senhor.
- Então o projeto Ômega deu mais certo do que imaginávamos.
- Acho que o senhor não entendeu. O projeto Ômega foi feito para simular uma realidade alternativa, mas que na verdade ela foi além, levou a mim e provavelmente os outros 7 pilotos ao futuro, estou 10 anos a frente de onde eu estava... nós realizamos um processo que mudou a história da Ciência e da humanidade...
- Sim, com toda certeza agente... agora descanse, porque temos perguntas a fazer...

- Antes, eu posso fazer uma pergunta?
- Hum... pode...
- Que arma é essa que vocês estão construindo a 10 anos?




Continua...


By: Steve 

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