Em meio a todos os efeitos especiais, as técnicas cognitivas e teorias da mente, A Origem (erroneamente traduzido) fala de algo mais profundo e importante do que simplesmente a visualização de um entretenimento ou a descoberta dos enigmas, que por sinal são muitos.
No filme inteiro, o alvo final para toda aquela parafernália visual é "recuperar a família" ou mesmo "até onde a família é real ou imaginária". Nesse tratado, pensar que a família merece um esforço muitas vezes arriscado para poder recuperá-la é uma ideia que paira a mente de quem assiste mas não percebe.
Cobb, personagem do Leonardo Di Caprio, se vê sempre em dilemas e guerra psicológica sem fim onde há dois desafios: Primeiro, ter que recuperar seus filhos, afastados dele por ele ter sido alvo da suspeita da morte da mulher; e segundo, esquecer sua mulher, lembrança de uma esposa adorável porém problemática em seu pensamento.
Esse desafio inconstante nos leva a pensar que memórias do passado podem sim provocar consequências no presente e ainda mais, nos travar a conseguir coisas melhores no futuro. Como o filme trata de sonhos, o sonho do Cobb era recuperar seus filhos e para isso deveria destruir o sonho que fez com sua falecida mulher.
O que devemos tirar de lição então?
Que temos que ter em nossos sonhos a família; que o passado pode interferir nisso; que devemos lutar pela nossa família e que no final, tudo acaba bem.
Final feliz né?
A última cena do filme mostra o contrário?
Só vendo pra saber.
By: Steve
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