terça-feira, 29 de setembro de 2009

O dia em que o sol não nasceu (parte 1)

Em meados da década de 50, mais precisamente em 1953, um vilarejo, pacato, bem arborizado, até pouco conheçido da região circunvizinha, foi acometido de um, como posso chamar, fenômeno, sem precedentes. O nome desse lugar era Netville, com aproximadamente 5.500 habitantes, mas que conservava em sua cultura, desde os primordios de sua fundação, sua paixão e perícia num dos mais antigos trabalhos da humanindade, a agricultura. Muitos dizem que isso é uma lenda, outros dizem que foi um milagre, no entanto, algo aconteceu de estranho nessa cidade.

Num certo dia a noite, num daqueles salões de festa daquele tempo, acontecia mais uma das comemorações na cidade, que por sinal se mostrava muito festeira; em volta das músicas da época, início do rock'n and roll, baladas dançantes que os casais adoravam, um homem estava sentado a beira do balcão do bar e bebia um drink:

- Mais um por favor...

Enquanto o garçom fazia a bebida, ele pegou um charuto e tentou assim relaxar um pouco, mas algo lhe parecia incomodar..., ele estava com um jaleco e enquanto recebia o drink que havia pedido, um rapaz entra na porta do salão gritando:

- Pessoal, vejam o que está escrito num cartaz num poste aqui fora!

O som parou e as pessoas olharam pra ele sem entender muito, mas como sempre, haviam os curiosos que logo se levantaram e correram para ver do que se tratava, em seguida, o resto das pessoas correram meio que apreensivas, pois, nada acontecia naquela cidade. Ao chegarem ao poste viram que tinha um cartaz pendurado a alguns metros do chão que dizia: EM BREVE A NOITE NÃO VERÁ O DIA.

As pessoas, ficaram sem entender muito, outras ficaram com medo pensando que fosse algum mau presságio, e assim se reuniu toda a multidão e olhavam incansavelmente tendando entender o que era e quem teria feito aquilo.

Ao sair do salão, por ultimo, o homem com o jaleto, um homem da multidão o viu sair e logo gritou:

- Então foi você que escreveu aquilo!

Todos olharam pra trás para ver quem era, e vendo o homem que ficara parado a frente da porta do salão, começaram a cochichar uns com os outros...

- Por que vocês estão espantados? Desde quando vocês acreditam em mim? Disse o homem com o jaleco
- Isso só pode ser coisa sua, você sempre inventa alguma coisa pra fazer tumulto nessa cidade, nem sei o que você está fazendo aqui...volte para sua cidade grande!!!

O homem só olhava para ele enquanto ainda fumava o charuto, colocou as mãos nos bolsos, e saiu, andando bem lentamente...

- Vá embora mesmo, é o melhor que você tem a fazer!!! Gritou o homem enfurecido... - Nós perdemos tempo vindo ver essa coisa, esse cientista não é de verdade, em vez de ajudar, só atrapalha...

Continua...

By: Steve

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